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Microcirurgia da Laringe com Laser

jan 12, 2021 | Cirurgias, Tratamentos

A microcirurgia da laringe é um procedimento cirúrgico indicado para remoção de lesões benignas e malignas da laringe. Sua utilização abrange desde pólipos, nódulos, cistos, hemangiomas, papilomas até tumores malignos precoces. 

É realizada em centro cirúrgico, sob anestesia geral e com o uso de um microscópio cirúrgico e de instrumentos especiais. Entre esses instrumentos especiais temos o laringoscópio de suspensão e os materiais cirúrgicos longos (pinças, tesouras, aspiradores, estiletes etc).

Em alguns casos, geralmente nas lesões maiores, a microcirurgia da laringe envolve a utilização do eletrocautério ou, preferencialmente, do laser, para o corte e coagulação durante a cirurgia.

“Em geral, os pacientes recebem alta no mesmo dia da cirurgia. Não há nenhuma incisão (corte) na face e/ou no pescoço, sendo a cirurgia realizada totalmente por via oral (por dentro da boca).” – Dr. Gustavo Philippi de Los Santos, Cirurgião de Cabeça e Pescoço (CRM 11661 / RQE 7780).

Tipos de raio laser

O raio laser é utilizado em cirurgias da laringe desde 1975 no Brasil. Porém, ele foi aperfeiçoado com o passar dos anos. Dentre os tipos de laser, os mais aplicados na microcirurgia da laringe são o laser de CO2 e de diodo.

A qualidade de ambos é excelente. O laser de diodo é mais acessível para o uso em geral por ser de mais fácil deslocamento e menor custo.

“O uso do laser na microcirurgia da laringe leva a uma precisão ao cortar os tecidos, reduzindo a lesão termal colateral. E ainda tem um bom poder hemostático (coagulação).” – Dr. Gustavo Philippi de Los Santos, Cirurgião de Cabeça e Pescoço (CRM 11661 / RQE 7780).

Características do laser na microcirurgia da laringe

– Excelente para ressecção e cauterização de tecidos moles;
– Coagulação de vasos sanguíneos de até 0,5mm (Hemostasia);
– Boa precisão;
– Diminuição do edema pós-operatório;
– Facilidade de acesso ao campo operatório;
– Diminuição do tempo de cirurgia.

Com o crescente desenvolvimento, aperfeiçoamento e aumento da disponibilidade do laser, as indicações do seu uso foram ampliadas. Isso inclui tumores laríngeos maiores e algumas neoplasias da orofaringe (garganta).

Pós-operatório

Após a microcirurgia da laringe, o paciente deverá ficar em repouso vocal absoluto (sem falar) por volta de 3 dias e repouso vocal relativo (falar pouco) por mais 7 dias. Geralmente, para completar o tratamento, é necessária a realização de fonoterapia no pós-operatório. Este cuidado pode ter bastante influência no resultado final da voz. 

Alteração da voz

Na maior parte das vezes, a microcirurgia da laringe determina, após a cicatrização, uma boa melhora na qualidade da voz. Geralmente o paciente encontra-se rouco (disfônico) antes da cirurgia. 

Raramente, fatores não controlados, como a cicatrização do paciente, podem comprometer a qualidade final da voz de maneira variada. Nos casos de tumores malignos, devido a necessidade de uma ressecção mais ampla, pode-se observar uma piora da voz, dependendo da localização e extensão da lesão.

Outros tratamentos: a radioterapia

O tratamento dos tumores laríngeos pode também ser realizado com a radioterapia. Ambas as terapêuticas apresentam excelentes resultados do ponto de vista oncológico, sendo que algumas séries referem um controle local de 95% tanto no grupo submetido a radioterapia quanto no grupo submetido à microcirurgia da laringe com laser.

Ambos os tratamentos possuem aspectos positivos e negativos. No caso da radioterapia, tem a vantagem de dispensar a anestesia geral. Contudo, ela exige um período de tratamento mais longo. Além disso, só pode ser utilizada apenas uma vez no mesmo local e apresenta maiores sequelas regionais (dermatite e mucosite). 

A microcirurgia da laringe assistida por laser permite a exérese tumoral preservando o máximo de tecido saudável e possui poucas contraindicações. Sua indicação está baseada na dimensão do tumor, extensão, localização e experiência do cirurgião. 

“A microcirurgia da laringe não necessita, na maior parte dos casos, da realização de traqueostomia. Ela permite rápida retomada da deglutição e possibilita a realização de novas terapêuticas de resgate em caso de recorrência. O procedimento tem capacidade de realizar simultaneamente biópsia diagnóstica e ressecção curativa, se necessário.” – Dr. Gustavo Philippi de Los Santos, Cirurgião de Cabeça e Pescoço (CRM 11661 / RQE 7780).

Cuide da sua saúde. Se precisar de uma microcirurgia da laringe, procure um Médico Cirurgião de Cabeça e Pescoço. Os especialistas do NICAP possuem larga experiência profissional e estão atualizados com o que há de mais moderno na medicina. Nós estamos a sua disposição. Entre em contato!

Sobre o Autor

Dr. Gustavo Philippi de Los Santos, Cirurgião de Cabeça e Pescoço (CRM 11661 / RQE 7780), possui graduação em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC (2004). Realizou especialização em em Cirurgia Geral pelo Hospital Regional de São José – Dr. Homero de Miranda Gomes (2008) e Cirurgia de Cabeça e Pescoço pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP – HC-USP em São Paulo (2010). É Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Atualmente é Cirurgião de Cabeça e Pescoço do Hospital SOS Cardio, Hospital Universitário da UFSC entre outros. Atua desde 2009 na equipe do Núcleo Integrado de Cirurgia de Cabeça e Pescoço – NICAP.